terça-feira, 2 de junho de 2009

Globalização terapêutica.

Não sei como funciona, não sei se tem funcionamento.
o negócio é que nunca estive tão confuso, me irrita quando as pessoas me subestimam, quando acham que sou só um cara aparentemente feliz com um sorriso bobo na cara, encontram nesta fachada uma coisa ôca e estática, mas no meio disso tudo tem um turbilhão de idéias e conflitos girando, girando, rodando e causando uma impotência tão grande que sobra o riso bobo anestésico na boca.
Convivo com muitas pessoas, acredito que muitas gostam de mim, mas pouquíssimas me conhecem e eu adoro quando se surpreendem comigo, quando falam "esse cara aí é inteligente". Acho que tenho maturidade para questionar muita coisa aí fora, o mundo, mas de certa forma me olho do mundo e perco o chão ao me questionar, e pior, questionar a relação eu-mundo-povo tãnãnã, não aguento mais regras, às vezes sou anarquista! Me irrita seguir uma vida imposta e não uma vida vivida, uma vida minha e pronto, as pessoas perdem muito tempo ditando regrinhas, seguí-las só dificultam o andamento da vida, se todos pudessem viver feliz da forma que preferirem não ia ter gente revoltada quebrando tudo [eu] por aí pra atrapalhar esse mundo, falta consciência pra formar um mundo realmente de todos, sem ninguém por cima pra cagar em quem está em baixo.
até pra falar tem que ter uma regra, adoro escrever, falar, comunicar, mas aí aparece alguém limitador da criatividade e dita uma estrutura a ser seguida,tudo, tudo mesmo tem uma regra que não faz ninguém feliz, entristece, adoece e padece a liberdade no meio da nossa [des]ordem e progresso[?].
só quero isso: um mundo que as pessoas possam se preocupar com elas mesmas pra conseguirem viver, porque eu me canso fácil de existir. minha idade é curta, mas meu tempo de vida é um pouco maior que isso.


Um comentário:

  1. já fui um anarquista, cara. Então posso te dizer: se com regras é difícil, sem elas seria o caos.

    Se te servir de consolo te digo: vc é jovem. E pensa! Reflete. Se angustia. Isso é sinal de que vive. Vai fundo: continue questionando. Não só o mundo, mas em primeiro lugar a ti mesmo. Para tudo encontrará respostas. Às vezes poderá "doer", mas será fundamental no seu crescimento. Sempre seja honesto intelectualmente, só assim poderá entrar em contato com a Verdade. E te digo: não caia no relativismo. Não existem verdades, mas sim Verdade. Ao encontrá-la terá dado o primeiro passo para a felicidade. Livrar-se dos problemas, só depois de morto...

    Continue escrevendo. É tão difícil encontrar em nossa velha urbe quem se dedique à escrita com certo conteudo. Gostei do seu desabafo.

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